A Árvore por trás do Pneu!





A borracha natural é inseparável dos pneus. Um exemplo disso é que nossa indústria utiliza ¾ da produção mundial dessa matéria prima. Como o cultivo da seringueira é de extrema importância para nós, trabalhamos com pequenos produtores, garantindo que suas atividades se mantenham lucrativas e ambientalmente corretas.

Borracha natural, o coração do pneu!

Um pneu é acima de tudo borracha, da qual grande proporção é borracha natural. A quantidade utilizada depende do tamanho e do tipo de pneu.

Um pneu convencional de carro contém 18% de borracha natural, cerca de 1.35 kg por pneu. Esse número aumenta para 40%, cerca de 22.5 Kg, de borracha natural, em pneus para caminhões. E para o pneu de engenharia civil MICHELIN GC5, o maior pneu disponível no mercado, é necessário cerca de uma tonelada de borracha natural.

No total, a indústria de pneus utiliza 9 milhões de toneladas de borracha natural por ano, onde somos os principais compradores, com um consumo anual de aproximadamente 1 milhão de toneladas.





O cultivo de seringueiras nos dias de hoje

Nativa da floresta amazônica, a hevea brasiliensis (seringueira) cresce adequadamente em zonas tropicais. Hoje, a maior parte de sua produção está localizada no sudeste asiático. Os princípios do cultivo de seringueiras são simples. Após o plantio das árvores, cerca de 550 por hectare, elas crescem por 6 a 7 anos. O látex então pode ser coletado por um período que vai de 20 a 30 anos, por meio da sangria. Uma incisão é feita no tronco da árvore e um recipiente é colocado abaixo para armazenar o látex, que goteja por cerca de 8 horas. Essa incisão “cicatriza” posteriormente, voltando ao estado normal da árvore. Dependendo da plantação, esse processo se repete de 1 a 5 dias. Uma única seringueira pode produzir de 60 a 100 kg de látex durante a sua vida.

Depois de coletado, o látex pode ser mantido no estado líquido (adicionando um pouco de amônia) ou coagulado (adicionando ácido fórmico). Ele é então processado em usinas especializadas, onde é lavado, homogeneizado e desidratado antes de ser vendido para as indústrias.

Pequenos produtores fazem grandes pneus

O cultivo da borracha não é geralmente feito em larga escala. 85% das plantações pertencem a pequenos produtores. Ao redor do mundo, a atividade emprega 6 milhões de pessoas nas plantações, ao que pode ser adicionado 30 milhões de postos de trabalhos associados à produção, comercialização e transformação da borracha natural.

Seringueiras oferecem inúmeras vantagens aos produtores. Durante o período de maturação das árvores, é possível cultivar outros produtos entre os corredores das seringueiras, gerando uma renda adicional. A sangria acontece durante 11 meses do ano e a produção é menos impactada pelas condições climáticas do que outros tipos de cultivo. O látex obtido é de fácil preservação. O cultivo da borracha permite que os pequenos produtores espalhem sua atividade e renda. Na média, eles recebem entre 70 e 95% do valor final de venda da borracha natural.

As fabricantes de pneus possuem plantações?

No geral, as maiores fabricantes de pneus não se envolvem diretamente no cultivo da seringueira. Elas trabalham em parceria com produtores.

Ainda assim, o Grupo Michelin possui 2.000 hectares de plantação experimental no estado da Bahia. Lá funciona o Projeto Ouro Verde Bahia (POVB), reconhecido internacionalmente como uma iniciativa de sucesso da Michelin no investimento de boas práticas nos eixos ambiental, social, econômico e científico.

Cultivo de seringueiras – benefício para o meio ambiente

O cultivo das seringueiras quase não utiliza fertilizante ou inseticida, o que faz com que não prejudique o solo. Ao contrário, ele ajuda a prevenir a sua erosão. E acima de tudo, a plantação de seringueiras age como uma eficiente captação de carbono do ar. Uma plantação de árvores de 30 anos consome mais de 200 toneladas de carbono por ano, uma quantia comparável ao consumo de uma floresta nativa.

Finalmente, as árvores ainda são úteis no final de suas vidas produtivas. A madeira pode ser transformada em móveis ou combustíveis.

Contribuindo para um cultivo responsável e sustentável

A Michelin sempre foi um ator importante no setor da borracha natural.

Como clientes líderes queremos assegurar o gerenciamento sustentável, especialmente por meio das ações lideradas pelo Grupo Internacional de Estudo de Borracha, organização que junta países produtores de borracha natural e seus principais consumidores.

Em 2016, nós demos um passo importante ao publicar a nossa Política Sustentável para borracha Natural, o que formaliza nosso comprometimento público nessa área. Estamos encorajando produtores a utilizarem práticas responsáveis nos eixos social e ambiental, para manter o cultivo da borracha em uma produtiva dinâmica. Para isso, a Michelin disponibiliza para os pequenos produtores o seu know-how técnico.

Preservando o meio ambiente

Priorizando sempre a questão ambiental, adquirimos 88.000 hectares de terras desmatadas na Indonésia, junto ao Grupo Barito Pacific. Em parceria com a WWF, planejamos desenvolver nessas terras uma plantação de borracha exemplar, nos eixos ambiental e social.

Encorajamos todos os produtores a utilizarem técnicas agrícolas que aumentem a produção, enquanto são ambientalmente corretos. Isso significa, por exemplo, otimizar a utilização dos recursos de água e o uso responsável de substâncias químicas no tratamento das árvores.

Preservando os recursos de borracha natural

Projetando pneus mais leves, mais resistentes aos desgastes, e desenvolvendo novas tecnologias, nossos pesquisadores estão criando pneus mais sustentáveis, que necessitam de menos matéria-prima para serem produzidos, e mais fáceis de serem reciclados.

Até o ano de 2050, o número de veículos no mundo vai dobrar. Trabalhando com todos os envolvidos nesse setor, estaremos em uma posição de atender a essa demanda, enquanto promovemos boas práticas ambientais, permitindo um gerenciamento sustentável no setor da borracha natural para preservar o nosso planeta.

POVB, um projeto reconhecido internacionalmente

O Projeto Ouro Verde Bahia (POVB) é a concretização de todo o trabalho que a Michelin desenvolve há anos para garantir um desenvolvimento sustentável das plantações de seringueira. Atuando em três eixos principais, esse projeto garante a produção e comercialização da borracha de forma responsável e perene.

Eixo Ambiental – fazendo parte do POVB, existe uma área de mais de 3.000 hectares onde está localizada a Reserva Ecológica Michelin (REM). Ela foi criada em 2005, com o propósito de preservar um remanescente significativo da Mata Atlântica no sul da Bahia, conhecido por sua rica biodiversidade e suas espécies endêmicas, numa região com desmatamento intenso e degradação extensiva. Um dos propósitos fundamentais para a criação da reserva foi proteger a floresta de caçadores clandestinos. A empresa, porém, também encontrou aí a oportunidade para investir em reflorestamento, pesquisa ecológica e programas de educação ambiental, após ter percebido que a carência de programas nesses moldes está impedindo a gerência adequada e proteção da Mata Atlântica da Bahia.

Eixo Social – pensando no bem estar da população local onde o projeto está instalado, a Michelin criou o programa de Agricultura Familiar, que beneficia mais de 1.000 famílias, ajudando no cultivo de outras culturas junto das seringueiras e ampliando a renda dessas famílias. A Casa Familiar Rural é um programa que auxilia jovens da região, proporcionando uma formação no meio rural e agrícola, que possibilita a qualificação profissional, acadêmica e humana. Além disso, através de parcerias público privadas, foi possível o fornecimento de uma infraestrutura local, como posto de saúde, escola municipal e telefonia móvel.

Eixos Econômico e Científico – com os estudos feitos pelos pesquisadores da Michelin, foi possível criar uma espécie de seringueira de maior produtividade, além de diversificar o sistema agroflorestal, com o cultivo de banana e cacau junto com o látex. Com isso, ampliamos também a capacidade de beneficiamento da borracha e o fomento da heveicultura na região, gerando mais empregos e renda para a poulação.



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